...

“Não se faz plebiscito tão complexo em 80 ou 90 dias”, afirma Geddel

Para o peemedebista, não há tempo hábil para o plebiscito. Ele também confirmou que Temer continua vice na chapa de Dilma em 2014.
“Orgulhoso” da sua “coragem de dizer o que pensa”, o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa e secretário nacional do PMDB, Geddel Vieira Lima, rejeita o título de causador de intriga na relação de seu partido com o Planalto, mas afirma em entrevista ao site Bahia Notícias que vai continuar a expressar suas posições “de forma clara”.
Desta vez a pauta é o plebiscito que deve ser proposto oficialmente pela presidente Dilma Rousseff para realização da reforma política brasileira como forma de resolver a ‘crise’ instalada com a onda de manifestação que tomou as ruas do país há três semanas. Para o peemedebista, não há tempo hábil para o plebiscito.

“Consulta popular é sempre boa, mas você fazer açodadamente um plebiscito tão complexo em 80, 90 dias, é o passo primeiro para você fazer uma reforma que não é definitiva. Por que não trazer esse debate concretamente à sociedade e pautar o plebiscito, por exemplo, para o ano de 2014? Se assim não for, e for colocada na pauta do plebiscito, por exemplo, a reeleição e o povo disser que quer um mandato de cinco anos sem reeleição, o que você vai fazer? Prorrogar o mandato da atual presidente da República? E depois, que tempo haverá para explicar à sociedade o que é voto aberto, lista?”.
Geddel diz que está “dentro do entendimento” de manutenção do repeteco da chapa encabeçada por Dilma e tendo Michel Temer como vice-presidente novamente, mas pondera que o partido ainda não é unânime sobre o assunto e citou com exemplo que “enfraquece” a relação o fato de a presidente ter nomeado o vice-governador de Geraldo Alckmin em São Paulo, Guilherme Afif, ministro de seu governo.
“Os partidos no Brasil não são nacionais. Nenhum deles é. As realidades locais falam muito mais forte. A aliança nacional deixou de ter um link ideológico, deixou de ter uma direção clara. Na hora em que você, em nome de entendimentos políticos, coloca o vice-governador de São Paulo para ser ministro do governo do PT, você permite que eu diga que tudo é possível fazer”.

Nenhum comentário: