Foram 22 dias de angústia e muita procura, mas o esforço foi recompensado. A estudante de psicologia da Unifacs Nayara Auberginy Macedo Silva, de 22 anos, foi encontrada no Hospital das Clínicas de Uberlândia, em Minas Gerais.
A jovem, que sofre de transtorno de humor bipolar, foi levada por policiais rodoviários federais ao hospital após ser encontrada andando pelo acostamento de uma rodovia próxima a Uberlândia. Ela havia sumido dia 9 de junho, no bairro da Pituba.
Foi possível encontrá-la porque a família enviou e-mail para mais de 30 hospitais do Brasil,
para saber se ela estava internada em algum deles. "Pesquisei três dias pela internet contatos de hospitais das principais cidades brasileiras e enviei e-mail para o serviço social de cada um.
para saber se ela estava internada em algum deles. "Pesquisei três dias pela internet contatos de hospitais das principais cidades brasileiras e enviei e-mail para o serviço social de cada um.
O pessoal do Hospital das Clínicas de Uberlândia retornou. Eu enviei a foto dela e eles confirmaram", conta o pai, Alcides Emídio da Silva, 59, que está em Uberlândia acompanhando a jovem.
Antes de enviar e-mails para os hospitais, ele registrou queixa na delegacia de polícia e espalhou mais de 35 mil cartazes com a foto da filha por Salvador, Chapada Diamantina e litoral norte, locais que a família da garota costuma frequentar.
Atenção redobrada
Os pais de Nayara também entraram em contato com o Instituto Médico-Legal de várias cidades. "A vida da gente parou. Agora é uma sensação de alívio. Vamos redobrar os cuidados", afirma Alcides.
Ele explica que a filha fugiu de casa durante crise de transtorno bipolar. "Ela estava bem e começou a rejeitar a medicação. Aí, entrou na fase de euforia, achando que podia fazer tudo, e foi viajar".
Nayara vinha sendo vigiada, mas encontrou a chave de casa e fugiu com a roupa do corpo.
Três estados
Nayara fugiu de casa pulando o muro da garagem do prédio. Ela só levou R$ 500 e, nos 22 dias em que ficou desaparecida, passou por Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e, por último, Uberlândia. A estudante viajou pelos três estados de ônibus, carona, a pé e se hospedou em hotéis baratos. "O estado psicológico não é dos melhores. Ainda não deu muito para conversar com ela", revela o pai.
Alcides conta que a filha teve uma crise no ano passado. "Ela estava 90% bem e começou a querer rejeitar a medicação. A gente estava dando os remédios escondido. Misturava no suco, mas ela foi percebendo e na primeira oportunidade fugiu. Um bipolar em crise vai para tudo que é lugar. Se tomar os remédios, leva uma vida normal", explica. A Tarde Por Mídia Reconcavo

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